O nascimento da minha LUZ

Se tem uma coisa que qualquer índigo AMA fazer é aprender. E eu sou uma dessas, adoro aprender coisas novas! Mas não confunda: aprender é diferente de estudar! Estudar horas seguidas, sentada, lendo, decorando, nunca foi minha praia. Mas aprender no sentido de conhecer coisas que não sabia, de aprender um novo idioma, uma nova atividade, sempre me atraiu. Na infância e adolescência, fiz várias aulas totalmente diferentes: piano, ginástica artística (contei mais sobre isso no post “Minha dança, meu esporte”), handball, inglês, espanhol, dança do ventre. Mais velha, veio o jazz, algumas aulas de house, de literatura, de pintura, de fabricação de cerveja, de pilates, de circo, de yoga e até de “ginástica íntima” eu fiz aula, rs (e descobri ser muuuito importante para nós, mulheres!). E um conforto que tive ao descobrir sobre as pessoas índigo foi saber que, para nós, parar uma coisa, um curso, uma atividade “no meio”, não significa necessariamente interromper, mas sim que pra gente aquele aprendizado já foi suficiente, “já deu”, já nos satisfez. E, quer saber? AMO isso, aprender um pouquinho de cada coisa mesmo, saber “de todo un poco“. No momento, faço aulas de dança e estou aprendendo alemão, porque em breve passaremos um tempo morando lá. Mas o meu maior aprendizado da vida adulta certamente é o que teve início uns três anos atrás, quando a Mari (minha digníssima mulher, que apresento melhor nos posts da Vida de Esposa), que já tinha se tornado coach, começou a me lançar no “Maravilhoso Mundo do Desenvolvimento Pessoal”. E esse lugar… ah, esse lugar… é tipo um país, uma Terra do Nunca, na qual depois de entrar a gente nunca mais quer sair…

Lembro-me do dia em que eu, toda cética nas ideias de energia, pensamento positivo etc., fui convencida por ela a assistir o documentário The Secret. Ri alto no começo, e baixo em algumas outras partes, pra não ser maldosa com ela, que tinha a melhor das intenções. Mas achei tudo meio “mirabolante” demais pra ser verdade. Ela precisou ter paciência comigo, MUITA, coitada… Porque foi só no ano passado, mais de dois anos depois, que comecei a levar mais a sério as coisas que ela me ensinava, ler os livros que me indicava, considerar aquilo tudo como possível. E ainda assim, lá no meu subconsciente, eu não acreditava totalmente em nada. E sei disso porque no segundo semestre do ano passado passei por um princípio de depressão que quase me derrubou. Estávamos com uma dificuldade financeira muito grande, daquelas que não nos deixam dormir de preocupação com como pagaremos as contas, como faremos o dinheiro que precisa entrar logo, como conseguiremos nos livrar das dívidas etc. E o ápice da depressão pra mim foi quando, no dia do meu aniversário, eu fui dormir chorando, porque simplesmente não conseguia me sentir feliz, nem agradecer por nada, como costumava fazer nos outros anos. Quem me conhece sabe que eu AMOOOOO fazer aniversário, pensar na comemoração, ganhar presentes, ser paparicada e tudo o que uma leonina tem direito “nessa data querida”. Por isso é que foi tão pesado me perceber triste, sem querer fazer nada, sem conseguir comemorar. E dali começou uma bola de neve, que durante um mês mais ou menos foi crescendo, crescendo, e me destruindo, me colocando ainda mais pra baixo. Pra piorar, eu não conseguia me sentir responsável pelo que estava vivendo, e colocava na Mari a “culpa” por eu não conseguir melhorar – “se ela é coach, ajuda as pessoas, como não consegue me tirar dessa?”. Doce Amargo engano… porque todo mundo sabe que a primeira condição para ser ajudado é QUERER essa ajuda. E essa ficha demorou a cair pra mim…

Até que, em um dia no meio de setembro, eu e ela tivemos uma briga, como consequência do meu estado e humor insuportáveis, e eu recebi um xeque-mate: ou me esforçava pra sair daquele fundo do poço ou ela não tentaria me jogar a corda mais… E era uma fala de amor, não de ameaça. Chorei, chorei muito, percebi que estava perdendo a admiração da minha esposa, percebi que poderia perdê-la, pra mim mesma, percebi que eu mesma estava perdida de mim. Tinha me tornado outra Julie, uma pessoa amarga, reclamona, derrotista, irreconhecivelmente péssima companhia. Eu, que sempre fui a que alegrava o ambiente, estava afastando todo mundo. Liguei para a minha melhor amiga, a pessoa que sempre está lá pra segurar minhas barras todas, e durante duas horas derramei meu coração. Ouvi conselhos, palavras de carinho e incentivo, mas também tomei broncas e levei sermões pelas atitudes erradas que estava tendo. E saí da ligação determinada a acabar com aquilo. Escrevi uma carta pra Mari pedindo: “Me espera? Eu me perdi de mim mesma, mas sei que a Julie que você conhece, ama e merece como esposa ainda está aqui dentro em algum lugar, então eu vou buscá-la de volta!”. E começou ali uma jornada em direção ao meu mais profundo interior. Jornada que teve um ponto de alavanca: uma palestra que assisti do coach e treinador Rodrigo Cardoso, no dia 25 de setembro de 2017. Ali eu ouvi com os ouvidos e o coração abertos, vi com os olhos atentos e percebi que seria, sim, capaz de vencer aquilo tudo e trazer de volta a Julie que era, porque não estava sozinha. Tinha aquela mulher maravilhosa ao meu lado, meu filho sempre me fortalecendo com seu sorriso, minha família sempre me acudindo quando a coisa apertava, amigos com os quais podia contar e me abrir, e um mundo de informações, em livros, cursos, vídeos e na internet pra me ajudar. Eu só não sabia que, meses depois, eu não teria de volta a Julie que era, mas sim faria nascer uma nova…

A gestação

Uma gravidez. É assim que vejo os meses de estudo e aprendizado que tive entre 26 de setembro de 2017 e 26 de abril de 2018. Saí daquela palestra com um curso comprado (com um dinheiro que a gente nem tinha) e uma certeza: a de que ia me concentrar e cumprir a missão de fazer a minha vida ser melhor – e consequentemente a da minha família. E me dediquei a fundo! Mudei hábitos, voltei a caminhar todas as manhãs, fazendo meditação e repetindo afirmações positivas, de abundância e um novo eu. Voltei a tomar água, muita água durante o dia, que faz nosso corpo funcionar melhor. Pedi ajuda para pagarmos algumas dívidas e mudei várias atitudes em relação a gastos, e também trabalhei mais para aumentar os ganhos. Peguei finalmente para ler alguns livros que a Mari já tinha me indicado e me comprometi com isso. Também comecei a aproveitar enquanto cozinhava ou passava roupas para ouvir audiobooks e CDs de caras como Anthony Robbins, e passei a ver vídeos de várias outras pessoas que poderiam me ajudar. Inclusive foi quando vi o vídeo da Paula Abreu sobre adultos índigo, que abriu minha mente pra quem eu verdadeiramente era (conto melhor sobre isso em “Aprendendo a ser índigo e feliz“).  Era o começo de uma gestação, estava me cuidando para gerar da melhor forma uma nova vida, uma nova Julie. O restante da gestação foi tranquilo e feliz, com alguns baixos, claro, mas a maioria de altos, o que já mudou o clima da casa e o meu internamente. As finanças se acertaram, novas ideias começaram a aparecer e a trazer perspectivas de um futuro de fato melhor, começando por agir no presente. Foi nessa época que surgiu a ideia deste blog, inclusive, que bem aos poucos foi tomando forma até ser colocada em prática. Mas isso só aconteceu de fato depois do parto…

O nascimento da minha LUZ

No dia daquela palestra, quando “engravidei” da nova Julie, ganhamos a oportunidade de participar de um evento de três dias que o Rodrigo daria em abril, chamado Ultrapassando Limites. Quando peguei meu ingresso, não sabia muito sobre ele, mas estava aguardando ansiosa por duas coisas: iríamos quebrar com as mãos uma tábua grossa de madeira e depois andar descalços sobre brasas acesas. Cheguei no evento, depois de praticamente sete meses de uma “gestação saudável”, em que ganhei muita informação e me preparei para aquele momento, mas ainda não estava 100% certa do que iria viver ali, nem de como realmente seria capaz de realizar esses “impossíveis” que citei acima. Mas ao chegar lá, foi como dar início a um trabalho de parto mesmo, em que seu corpo simplesmente vai fazendo o que precisa fazer, sua emoção aflora e sua mente nem encontra espaço para pensar em outras coisas, quanto mais para duvidar do que é ou não possível.

O primeiro dia foi de uma entrega total, de quebra de preconceito com qualquer coisa que fosse falada ou pedida, de fazer força mesmo para que aquela nova Julie pudesse finalmente nascer. Depois de várias horas de preparação ouvindo pessoas e histórias que nos fazem ver que impossível é apenas mais uma palavra no dicionário que não deve receber muita consideração, EU QUEBREI A TÁBUA COM AS MINHAS MÃOS! E foi como se o primeiro grito de “ela está chegando” tivesse saído junto, e com tudo.

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A felicidade de ter quebrado a tábua e, com ela, os medos que já não são mais meus!

No segundo dia, em meio às visualizações – que eram como contrações, porque muitas vezes doíam, mas valiam a pena pelo propósito que tinham –, muitas coisas vieram à tona, muitas decisões de mudança foram tomadas, muitos velhos hábitos prejudiciais foram abandonados, muitas certezas sobre o futuro ficaram claras, e ganhei uma força dentro de mim que me deixou pronta para o momento de ultrapassar o maior limite: vencer a minha mente. Acreditar que aquela brasa quente sob os meus pés NÃO ERA MAIS PODEROSA QUE EU, e que, por isso, NÃO ME QUEIMARIA. “Eu posso, eu consigo, eu mereço”, repetimos todos juntos, mais de 1.400 pessoas, antes de andar descalços sobre dois metros de brasas acesas. E EU ANDEI SOBRE O FOGO! E não me queimei, nem senti a brasa na verdade, tive que olhar pra trás quando acabei, pra ter certeza de que ela estava ali. E estava, vermelha do fogo, mas sem poder algum de me queimar. A sensação… indescritível! Acho que foi como tomar aquela anestesia que te faz perceber que agora nenhuma dor será mais forte que a sua vontade de seguir com o parto até o final! E ainda atravessei as brasas olhando para a minha esposa, que do outro lado me incentivava, repetia “eu posso, eu consigo, eu mereço” junto comigo, me fazendo mais uma vez superar a mim mesma com sua força e sabedoria. Como amo essa mulher!!! Como teria sido tão mais difícil sem ela, que teve papel fundamental nesse nascimento. No final, comemoramos juntas, com nossos pés marcados pelas brasas e nossas mãos marcadas pelas alianças desse casamento que é tão forte e poderoso, que acredita que juntas somos muito mais fortes e que sabe que “o seu olhar melhora o meu”.

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I AM A FIREWALKER!
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Marcas de brasas nos pés, aliança de uma vida nas mãos! ❤

O terceiro e último dia chegou com a expectativa de finalmente ver nascer aquela nova vida. O parto já havia andado bem nos dois primeiros dias, faltava apenas aquele “push” final. E ele veio da forma mais linda, com a ajuda mais linda de todas, a de Deus! Durante uma visualização guiada, fomos encorajados nos imaginar numa praia vendo descer um balão que trazia uma faixa com duas palavras escritas: seja “xxxx”. A palavra que enxergássemos ali seria na verdade um presente de Deus, que deveríamos transmitir às outras pessoas que estavam ali ao redor, e também levar como a mensagem entregue diretamente dos céus para cada um de nós. E foi aí que ela nasceu, A MINHA LUZ!

tatoo seja luz

Foi isso o que vi escrito na faixa, foi essa frase que transmiti para umas dez pessoas ao final da visualização e foi essa a mensagem que recebi diretamente de Deus, para colocar em prática e ser a melhor Julie que posso ser, a Julie que Ele criou e imaginou. A minha LUZ nasceu para o mundo ali. Em mim ela sempre esteve, se manifestou algumas vezes durante a minha vida, inclusive, mas acabou sendo apagada por situações de dificuldade e até por mim mesma, em meus momentos de desistir e querer ir pelo caminho mais fácil. Ser LUZ não é fácil! Fazer diferença no mundo não é fácil. Usar os talentos que Deus me deu para de alguma forma melhorar a vida das pessoas não é fácil. É um caminho mais longo, mais tortuoso, cheio de pedras e obstáculos, que muitas vezes são pessoas que não te incentivam ou sua falta de fé naquilo que você acredita ser a sua missão. Mas, quer saber? VALE A PENA! A tatuagem foi feita na semana seguinte do nascimento da minha LUZ, para que todos os dias da minha vida eu seja lembrada dessa missão linda que me foi dada, e não deixe de cumpri-la um minuto sequer!

Quero ser luz para a minha família sendo a melhor Julie que puder. Quero ser luz para você com este blog. Quero ser luz para o mundo com as histórias que ainda quero e vou contar. Quero ser A LUZ que Deus me criou para ser! Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida, e ele é MARAVILHOSO e cheio de LUZ!

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