Enfim, estou dançando a dança da solidão

Durante muito, MUITO tempo da minha vida eu vivi com um medo. E não estou falando de um medinho daqueles normal de se ter, mas de um GRANDE medo. Daqueles que te paralisam, te fazem tomar atitudes impensadas, controlam as suas decisões. Durante MUITO tempo o meu maior medo era… ficar sozinha. Claro que no início ele não era um medo consciente. Num início bem longo, eu diria… Olhando para trás, vejo quantas atitudes tomei até relativamente pouco tempo atrás por causa desse medo, sem nem saber que ele estava sendo a razão.

Uma viagem que deixei de fazer na adolescência por causa de um namorado; a minha forma de me vestir e me apresentar na juventude, buscando ser amada; partes do meu corpo que escondi para não ser julgada; o meu primeiro casamento, ainda tão nova e cheia de dúvidas; o meu segundo casamento, já mais consciente, mas ainda assim amedrontada pela solidão. Foram várias as decisões que de alguma forma esse medo teve opinião, falou alto, pesou na hora de bater martelos. E demorou, demorou muito para eu me desvencilhar dele, mas sabe quando começou a perder força?

Quando eu reconheci o medo

Foi na primeira palestra de desenvolvimento pessoal que assisti na vida, enquanto estava me digladiando com um início de depressão que quase me levou pro fundo do poço, como contei no texto “O nascimento da minha luz”. Era uma visualização guiada, em que a gente tinha que se imaginar num quarto escuro sentindo profundamente o nosso maior medo. E ali ele ficou extremamente claro pra mim. Faz mais de três anos e eu ainda me lembro exatamente da sensação, de me sentir perdida, acabada, sem vontade de viver mesmo ao me imaginar assim, sozinha. E quando na visualização quebrei as janelas, paredes e tudo e “me libertei” daquele medo, é claro que isso não aconteceu na minha vida instantaneamente, mas foi instantânea a percepção do quanto esse medo me atrapalhava e de como era importante eu combatê-lo para ter uma vida mais leve e tranquila e feliz.

E por que estou escrevendo sobre isso agora? Porque hoje faz um mês que eu estou “sozinha”, com as aspas que logo vou explicar. Como contei no texto “Como é isso de morar na Europa sem pagar?”, a saga dos primeiros meses trabalhando aqui na Espanha com voluntariado pela WorldPackers foi repleta de pessoas, do jeito que eu gosto, conhecendo e aprendendo com gente nova. E mesmo depois de eu e a Mari termos nos separado, ela ainda seguiu aqui mais alguns meses, e depois veio o #meufilhoteJoão ENFIM passar algumas semanas deliciosas comigo, e quando estes que eu chamava de família se foram ainda tive por algumas semanas a companhia da Fer, uma amiga viajante que foi muito especial e importante nesse meu momento de tantas mudanças. Amo isso, conhecer gente especial e criar conexões, e ter passado o meu aniversário rodeada de amigxs e pessoas que ganharam meu coração foi maravilhoso! E aí, no dia 23 de agosto, a Fer partiu para mais uma aventura viajera e eu fiquei…

“Sozinha”

Explicando as aspas: aqui na Posada onde eu trabalho e moro, tenho um quarto, bem grande, e uso a área da casa principal do empreendimento como se fosse minha casa mesmo: cozinha, sala, lavanderia, quintal e tooooooda uma natureza linda ao meu redor. Os apartamentos alugados, por terem entrada individual e contarem com cozinha, ficam mais separados, então eu tenho pouco contato com os hóspedes mesmo quando a Posada está cheia. Além disso o dono, José, meu chefe-amigo-querido-ser-humano-tão-especial, não mora exatamente aqui, até passa um tempo numa casa na mesma propriedade, mas não convivemos o tempo todo. Ou seja, quando digo que fiquei “sozinha” é porque, sim, encontro gente todo dia, tenho contato e faço coisas junto com pessoas, mas posso considerar que neste tempo estou morando aqui na casa sozinha. E isso, que por tanto tempo foi amedrontador, tem sido libertador!

Descobridora dos meus sete mares

É assim que tenho me sentido! E estou amando! Para alguém que nunca tinha morado sozinha, que namorou praticamente ininterruptamente desde os 16 anos, que é mãe e que até pouco tempo atrás tinha pena de quem viajava sozinho porque pensava “coitada, com quem vai compartilhar as coisas bonitas que vê?”, estar me sentindo assim, uma empolgada descobridora de mim, foi uma deliciosa surpresa. Que não veio à toa, porque eu estava, nos últimos meses, “programando” meu cérebro para aproveitar mesmo este momento, sabe, curtir essa solitude como uma experiência nova e divertida – ainda que, sim, láaa no fundinho eu tivesse um pouco de sobra daquele medo, porque… e se?

E se eu tiver um problema e não tiver com quem desabafar?
E se eu quiser rir e me divertir e não conseguir fazer isso só comigo?
E se eu me machucar e não tiver ninguém por perto?
E se eu surtar de ficar sem abraço, beijo, contato de pele?
E se enjoar da minha própria companhia e começar a viver no tédio?
E se eu precisar de ajuda pra tomar uma decisão?
E se eu quiser falar e tiver que falar sozinha?
E se dormir sozinha muito tempo for um tormento?

Eram muitos os “e se…” que povoavam o meu imaginário de mulher sempre acompanhada até aqui. Mas eles não me impediram de ligar a chavinha do meu motor favorito da vida: “vai ser bom porque vai ser novo!”, disse pra mim mesma, e me propus a ir sentindo cada um desses “e se…” conforme eles chegassem e de verdade SENTIR o que eles me traziam, não pensar com base no que eu imaginava, nas minhas crenças sobre eles, mas sentindo mesmo que emoção ou pensamentos vinham. E, UAU, quantas descobertas boas já vieram até aqui…

Dá pra estar sozinha sem se sentir sozinha

Essa é sem dúvida a maior e mais importante delas! Acho que a vantagem de ter passado/estar passando por tudo isso agora, neste momento de pandemia, é que todo mundo está mais acostumado a estar presente virtualmente. E foi assim, me conectando virtualmente com pessoas, das mais antigas às mais novas, amigos de infância e os últimos que fiz no Brasil, família de sangue e de coração, e conhecendo desconhecidxs sem e com interesse (porque, sim, entrei em apps de relacionamento, algo que nem sonhava existir da última vez que fui solteira de verdade), que eu até agora não senti o vazio da solidão.

E, sim, quase todos os “e se…” ali de cima chegaram em algum momento… Eu tive problemas, perrengues, decisões a tomar, precisei de conselhos, de ajuda, me cansei de rir e me divertir sozinha. Mas as pessoas para isso estavam a uma tela de distância, e as chamadas de vídeo viraram sessão de terapia, choro no ombro, mesa de bar, girls night out in – e até girls date in. E com isso tudo eu desfiz um dos maiores mitos que tinha na mente sobre o que é estar sozinha: não poder compartilhar. Pfff, balela! Dá, sim, pra compartilhar muita coisa, dando e recebendo, a distância, quando se tem amigos verdadeiros e conexões fortes. E disso eu não posso reclamar, porque é algo que nunca deixei de ter na vida, e que agora estou usando mais do que nunca!

“DESILUSÃO, DESILUSÃÃÃO…”

Não a dança da solidão em si, como disse Marisa Monte, mas claro que enfrentei momentos ruins neste mês! Aliás, eu amo uma frase da minha super inspiração Letícia Melo do @doforlove que é “E se der errado? Vai dar errado!”, assim, uma riscada com a outra substituindo. Tudo na vida, o que a gente tem as melhores expectativas e o que a gente acha que “vai dar ruim”, uma hora dá ruim meixmo. E no caso do meu novo life status também deu.

A começar por um “e se…” mais prático e mais preocupante, o de me machucar, que passou por aqui e me ensinou uma grande lição. Eu tive uma queimadura na perna, relativamente grande, e, apesar de não estar sozinha quando ela aconteceu, eu a princípio resolvi lidar com ela sozinha, “pra não dar trabalho”… Outro comportamento que a Julie que viveu tanto tempo com medo da solidão desencadeou, por ter incutidos pensamentos como “se dou trabalho posso não ser amada, e então ser ‘abandonada’ e bla, bla, bla” seguido de outras coisas bobas mais que minha mente repetia sem que eu nem me desse conta.

A lição, nesse caso, veio de duas formas. Primeiro, sob a forma de um cuidado que eu nem pedi, mostrando que o Universo segue me mimando quando menos espero, porque dois dias depois, quando a ferida começou mesmo a doer e precisava de cuidados, chegou aqui um casal de médicos, e pude me consultar com eles sem sair de casa mesmo, e receber conselhos e até ganhar um medicamento, que ajudou na recuperação super rápida e boa da minha pele. Segundo, sob a forma de “atenção com comportamentos tóxicos!”, quando uma amiga me abriu os olhos para o perigo que podia ser eu não ter pedido ajuda desde o começo, porque podia ter resultado em complicações que, aí sim, precisariam de ajuda das grandes, das que dão trabalho de verdade e são prejudiciais pra todos. Enfim, lições aprendidas, queimadura curada, estou pronta pra… não, não preciso de outra, por favor! Rs!

Danos físicos à parte, os emocionais também pegaram em alguns momentos. E várias vezes chorei sozinha. De saudade, de incerteza quanto ao futuro, de saudade de novo, de dúvida de caminhos escolhidos, de mais saudade. Mas, quer saber? Até chorando eu descobri sobre mim. Descobri que às vezes dois minutos de choro intenso fazem a saudade ou tristeza qualquer que seja passar, e que não preciso de horas me afogando em lágrimas pra já estar tudo bem de novo. Descobri que em algumas situações achei que choraria, mas não (como quando fiz uma ligação de vídeo com vários amigos reunidos), e em outras achei que não choraria, mas sim (como quando uma das minhas melhores amigas fez aniversário e eu não estava lá). E tudo isso fez ficar ainda mais claro a minha missão neste tempo de solitude, que é basicamente responder a uma única pergunta:

QUEM EU REALMENTE SOU?

Pode parecer too much filosófica essa pergunta, mas no caso ela é prática mesmo. Significa me perguntar quem eu realmente sou sem interferência de outras pessoas, sabe? Do que eu realmente gosto? Quais os hobbies que realmente me divertem? Que músicas eu realmente curto escutar? Que comida eu realmente quero comer? Com quem realmente gosto de me relacionar e me abrir? Quantas horas realmente preciso dormir? E é com pijama mesmo ou pelada? E não é culpa do outro a gente não saber essas respostas, mas, realmente, é mais difícil respondê-las quando se vive uma vida que todo o tempo inclui outras pessoas na rotina, sejam pais, companheirx, parceirx de trabalho, filhos etc.

E, ao me dar o direito de ir respondendo cada uma delas e quaisquer outras do tipo de surjam, há diversas novas Julies se apresentando pra mim, em muitas áreas, todas juntas me ajudando a formar esse quebra-cabeças atualmente semi-desmontado que sou. Porque é isso, sabe? Quando a gente olha um quebra-cabeças já pronto, perde de vista a importância que cada pecinha tem no todo. E só quando desmontamos, olhamos peça por peça, observamos seu formato, prestamos atenção na sua função ali e no lugar que realmente ocupa é que percebemos que não dá pra montar esse quebra-cabeças chamado “quem eu sou?” com peças que outros escolheram ou resolveram colocar nesse ou naquele lugar. E o mais legal: nesse, diferente do quebra-cabeças comum, dá pra trocar peças, se desfazer daquelas que você descobriu nem gostar tanto assim, ou que não estavam te ajudando nem sendo úteis, e colocar outras no lugar, umas que estavam escondidas embaixo da cama, outras que alguém te deu de presente, ou mesmo deixar uns espaços sem nada mesmo… Pensando melhor…

ACHO QUE ESTÁ MAIS PRA LEGO!

Ou seja: você tem a opção de montar a obra final como vem nas instruções da caixa, a.k.a. o que as pessoas esperam de você; mas também tem a opção de deixar de lado a caixa, espelhar todas as peças e se perguntar quais quer usar, como e em que função, montando a sua própria criação. Que, aliás, só dessa segunda forma será única, como eu e você somos, e deveríamos mesmo ser. Eu já escrevi aqui sobre “A lição de autenticidade que aprendi com Jesus”, e seguirei dizendo que não acredito que foi por acaso que Deus criou os seres humanos assim, todos diferentes uns dos outros e completamente únicos em seu DNA. O que acontece é que ao crescer em sociedade a gente acaba se voltando muito para o outro, para o que vem de fora, esquecendo de olhar o que está dentro – que no fundo é o que temos de mais especial.

Eu estou nesse momento de espalhar as peças todas e montar meu próprio lego. Mais que isso, estou fazendo experimentações comigo mesma, e cada dia escolho peças diferentes e sai um formato diferente. Tem dia que acordo ouvindo mantras baixinho; tem dia que acordo ouvindo pagode anos 1990 bem alto; e tem dia que acordo e escolho o silêncio. Tem dia que faço duas práticas de yoga, caminhada, abdominais e flexões pra fortalecer os braços na barra (hoje foi assim e, pois é, nem eu acredito!); e tem dia que não faço na-da de exercício! Tem dia que uso todo o tempo que tenho livre com o meu novo amor, o ukulele (kkkkk); e tem dia que ele passa dias sem ser tocado. Tem dia que estou “precisando de gente”, e faço uma vídeo-chamada atrás da outra (muitas vezes culminando numa “vinho-chamada”, rs); e tem dia que eu mal troco umas conversas por mensagem escrita e não “vejo” ninguém. Tem dia que vou atrás do José pra tomarmos uma cerveja ou socializo com os hóspedes que estão aqui; e tem dia que me fecho na minha JulieCaverna chamada habitación e de lá não saio. Tem dia que passo horas cozinhando só pra mim, monto um prato lindo, tiro foto, mando prazamiga, posto; e tem dia que como qualquer coisa que já esteja pronta e não sujo nem dois pratos em três refeições. Tem dia que estou amando a minha própria companhia e saio comigo pra passeios deliciosos (as fotos deste post são um exemplo) e tem dia que nem eu estou me aguentando de tão chata que estou, e dou graças a Deus de não ter mais ninguém pra precisar me aguentar.

MULTIPLICIDADE É O NOME DISSO…

… é o nome de quem somos, de quem TODOS somos. Essa história de colocar rótulos e definir polaridades, de ter que ser “extrovertida OU introvertida”, “fitness OU preguiçosa”, “pagodeira OU roqueira”, “alguém que gosta de cozinhar OU que não gosta” foi a gente que inventou pra viver melhor em sociedade, pra se encaixar. Eu diria até por termos, todos, um pouquinho que seja, aquele medo com o qual convivi tanto tempo, de não nos sentirmos pertencendo e acabarmos sozinhos na vida.

Essa nova etapa da minha vida (agora leia cantando se souber:) “sem medo de seeeer feliz” sozinha está só começando, um mês não é nada comparado aos quase 39 anos me adaptando pra sempre “me sentir de alguém”. E não tenho expectativa de que seja fácil sempre, gostoso sempre, nem mesmo interessante sempre. Como diz a frase da Lê, já sei que VAI dar errado muitas vezes, em muitos dias. Mas vai ser a primeira vez que vai ter dado errado por uma escolha que EU fiz, porque algo que EU REALMENTE quis, porque tomei uma decisão que foi de verdade MINHA. E estar tomando o controle da minha própria vida tem sido transformador e empolgante, principalmente porque estou fazendo isso sem me sentir totalmente sozinha, como comentei no início.

“MI SOLEDAD Y YO”

Alejandro Sanz canta e todos os espanhóis sabem, soledad é uma palavra só. Em português, se divide em duas, solidão e solitude, mas no dicionário o significado é o mesmo: “estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só; isolamento”. Por isso é que tenho dito que estou “sozinha”, com as aspas de “não me sinto só, mas estou adorando estar só”. E sem pretenções de quanto isso vai ou pode durar, hein? Dizem minhas amigas que muuuuito me conhecem: “aproveita porque você não é de ficar sozinha muito tempo”. E a minha única resposta neste momento, mais do que analisar “sou mesmo assim ou não?”, é “pode deixar, estou aproveitando!”.

Num gerúndio às vezes solitário às vezes acompanhado, de quem às vezes fala em voz alta sozinha e às vezes fala por textos com os outros; de quem não tem quase nenhum plano exato para o futuro, mas muitos sonhos e espaço para preencher com eles; de quem já deixou de lado muitas certezas e está se permitindo colocar em dúvida até as afirmações mais simples que fazia sobre si mesma; de quem se permite querer novos quereres e desgostar de velhos gostos; de quem não deve quase nenhuma satisfação pra quase nenhuma pessoa mas está comprometida a ser fiel a si mesma no mais alto nível que é possível; de quem tem trocado afirmações sobre si por interrogações no intuito de buscar as respostas onde menos teve tempo de olhar até aqui: lá dentro. Onde eu não “tenho que” ou “preciso” nada. Onde eu só sou a Julie, ou melhor, as Julies, em toda sua multiplicidade índigo.

“Eu só preciso ser”

É o nome de uma música da Sandy com a Iza que eu conheci no ano passado, já usei pra estimular a autenticidade nas outras pessoas e hoje tenho cantado pra caramba pra mim mesma. Como um lembrete deste momento, que escolhi viver com intensidade e equilíbrio (eles não são antônimos, te juro, anos de terapia me ensinaram isso e um dia escrevo sobre!), aproveitando “tudo o que há pra viver” e me permitindo dizer os SIMs e NÃOs segundo a minha própria and only vontade. E agora a vontade que senti foi de terminar este texto com a letra dessa música. Porque vai que você também está precisando se lembrar de deixar de “ser alguém para outro alguém” e experimentar apenas ser…

“Eu não preciso ensinar
Eu não preciso pregar
Eu não preciso me explicar
Não ‘to aqui pra dar exemplo
Nem buscando acalento
Eu não preciso me posicionar
E nem te convencer

Eu só preciso ser
Eu não preciso me justificar
Mas não posso ter que me calar
Eu só preciso ser

Eu não preciso exagerar
Pra te provar que não é cena
Eu não preciso abrir a perna
Pra te mostrar que eu valho a pena
Eu não preciso de muito dinheiro
Nem sou refém do meu espelho
Não ‘to atrás de atenção
E nem da tua aprovação

Eu só preciso ser!”

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