Libertando minha alma de escritora

Tenho alma de escritora. E acho que sempre soube disso, mas só há pouco tempo comecei a olhar de fato para ela e dar valor. Desde criança gostava de escrever longos bilhetes para meus pais, depois cartas para as amigas na adolescência e alguns poemas na época das primeiras paixões. Mais tarde, vieram as letras de música compostas com o meu ex-marido (conto mais disso no primeiro post da Vida de Cantora), tudo isso antes mesmo de entrar na faculdade de Jornalismo e aprender, de fato, a escrever. Daí para a frente, só cresceu esse meu costume de fazer de qualquer ocasião um motivo para textão, ainda que seja um post sobre o aniversário do meu filho. Tive dificuldade, inclusive, quando trabalhei em alguns veículos que exigiam textos mais curtos, porque sempre gostei de deixar as palavras correrem soltas, descrever detalhes, não ficar no básico “o que, quem, quando, onde e por que” que o manual de jornalismo ensina como essencial para um texto. Aliás, vale dizer que o lado jornalista pesa forte no lado escritora (porque as duas coisas são diferentes, sim) quando o assunto é o que escrever. Explico: ficção não é comigo. Romance irreal menos ainda. O que gosto mesmo é de contar histórias reais, conhecer alguma coisa ou alguém e, por meio de um texto bonito, tornar aquilo conhecido para outros. O que nunca imaginei é que o primeiro livro que escreveria na vida não teria nadinha disso…

Escrever biografias é um dos meus objetivos de vida – que planejo colocar em prática logo, logo… 🙂 –, e sempre pensei que seria esse o tipo de livro que escreveria primeiro. Mas um cliente da TopTexto, que precisava muito transformar um conteúdo bem técnico sobre marketing em um livro atrativo para o público geral, me procurou perguntando se eu não faria o trabalho como ghost writer, e não pude falar não. O resultado é que, não, meu primeiro livro não leva meu nome, rs. Mas isso não importa nem um pouco. Importa eu ter conseguido transformar um monte de informações técnicas, que em teoria apenas entendedores do tema entenderiam, em uma história inspiradora e divertida sobre um empresário que quase foi à falência e precisou aprender a usar as ferramentas e técnicas corretas de marketing para se reerguer. Foram quase dez meses de trabalho, entre entrevista com os autores para absorver o conteúdo, redação das quase 100 páginas de texto, reuniões de aprovação desses textos, algumas mudanças, cortes e acréscimos nos capítulos e revisão final feita por um dos meus colaboradores da TopTexto. Quando ficou pronto, a sensação que tive foi aquela mesma que escritores sempre compartilham, a de ter um novo filho. A situação era um pouco diferente, porém, porque o filho não levava meu nome e sobrenome, então não pude ser uma mãe tão babona quanto seria, rs; mas o sentimento de ter gerado uma nova “vida” estava lá, e tenho muito orgulho de tê-lo escrito até hoje.

De lá (2012) para cá, vira e mexe tenho alguma ideia para escrever um livro, mas as tantas outras vidas que levo e coisas que faço acabaram deixando de lado essa parte. Tirando num dia de 2016, quando uma conversa bem peculiar com o meu filho me deu a ideia de escrever um livro infantil. Ele estava com sete anos, e viveu o seu “primeiro amor” da infância. Fui pega de surpresa para a conversa em que ele me contou “estar apaixonado”, e isso me despertou para o fato de que muitas mães se sentem despreparadas para lidar com esses assuntos, ainda que seja nessa fase, em que tudo é muito mais uma brincadeira. Cheguei em casa e escrevi, numa tacada só, o texto de um livro que ainda está à espera de um ilustrador para ganhar vida. Às vezes me lembro desse texto e tenho pena de ele estar guardado num arquivo, quando poderia estar ajudando outras mães e meninos a passarem por essa conversa. Mas hoje acredito que as coisas acontecem quando devem acontecer, e sei que a hora desse livro sair do computador vai chegar quando tiver que chegar. 🙂

Escritora de blog, sim

O fato é que sem escrever não fico, e, quando fico, não fico feliz. Enquanto os planos com os livros não saem, decidi que iria me realizar como escritora por aqui! E, aliás, preciso contar que enfrentei uma barreira interna muito grande pra colocar em prática esse blog… Primeiro porque acho muito mais interessante contar histórias da vida dos outros do que da minha. Essa parte contornei porque tenho aprendido com a minha maravilhosa esposa e coach Marianne Vorrath que nossa experiência, por mais simples e nossa que seja, sempre pode ajudar outra pessoa que esteja passando por algo semelhante e precise ouvir de quem já passou que “vai dar tudo certo”. E segundo porque, admito, tenho tive muito preconceito com o boom de blogueir@s, pessoas quaisquer que começaram a se dizer escritores, jornalistas e afins escrevendo textos cheeeios de erros e sem nenhuma técnica. Mas também aprendi que 1) julgar o outro pelo nosso ponto de vista não poderia ser mais errado; 2) mesmo que escrevam mal ou “forjem” uma profissão, el@s podem estar ajudando outras pessoas, e isso é o que importa; e 3) o tipo de blogueir@s que existe não precisa ser o meu, posso encarar isso aqui como uma forma de colocar em prática meu talento com a escrita, de oferecer textos bem escritos e talvez inspirar outras pessoas a escrevem bem e, acima de tudo, SER LUZ para esse mundão a partir das minhas histórias, experiências e esse estilo “mil e uma Julies” de viver. Foi assim, colocando suas ideias num blog ou num papel, que tant@s escritor@s que admiro começaram, afinal! Então, bora “escrever pra viver pra viver pra escrever”! 😉

Aliás, sigam-me os bons! Se você gosta de escrever, sempre pensou em ter um blog, mas nunca colocou em prática, faça isso, AGORA!! Não importa sobre o que é, não importa que a ideia pareça boba, ou que você se sinta despreparado ou mesmo perdido sobre por onde começar. Comece! Eu também tive esses sentimentos todos, e a frase que me fez sair deles para a ação, foi esta aqui, do também escritor Brendon Burchard: “Doesn’t matter how small you start, start something that matters” (Não importa quão pequeno você comece, comece algo que importa).

Então comece, escreva, divida com pessoas próximas as suas ideias, as suas histórias, e logo verá que elas alcançarão grandes distâncias, e muitas outras pessoas vão se identificar com você! E se quiser algumas dicas sobre as técnicas de escrita, estou à disposição! Libertem-se, escritor@s desse mundão!

BIRDS

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