Fiz as minhas CONFISSÕES DE CONFINADA – e quero contar as suas!

No último texto que eu escrevi aqui, na semana passada, falei do tanto de sincronicidades que foram acontecendo na minha vida nos últimos meses, semanas principalmente. E falei também de um projeto novo que estava surgindo, justamente de uma dessas “pegadinhas” do Universo. Pois chegou a hora de divulgá-lo! Mas, como você me conhece, não faria isso sem antes contar a história de como ele nasceu…

Corta para março

Dia 16, mais precisamente. Sim, quando começou o lockdown de muita gente. “Oi, amore, tudo bem? Tava aqui falando com a Marry sobre o caos que tá rolando de fechar fronteiras por aqui e lembramos de você… Onde está? E como estão as coisas?” Essa foi a mensagem que mandei para a Andrea, uma grande amiga que eu sabia que estava aqui pela Europa também. Ela contou que estava na Suécia, vindo da Alemanha, indo pra Inglaterra e mais um monte de países que citou no meio e, confesso, não entendi exatamente tudo. Mas, sabe, essa amiga querida tem uma nomenclatura pra mim: é minha “mentora de Let It Go!”, se é que você me entende – e, se não, já vai entender… Portanto, fiquei só com a parte que ela disse que estava bem, preocupada com a situação, muito diferente de quando saiu do Brasil semanas antes, mas dando risada das viagens que faria sendo canceladas, uma atrás da outra – a Dea é assim, leve nos desafios como eu busco tanto ser!

Um mês depois, foi inclusive a leveza dela, enquanto falava em um áudio do canal Vida Plena do Telegram que ela comanda e eu AMO, que me chamou atenção para um livro que disse estar lendo, “bem profundo mas gostoso”. Achei estranho naquele momento duas palavras que não parecem ser exatamente complementares descreverem um mesmo livro. Mas estava bem no momento pós renascimento da Páscoa, então mandei um áudio pra ela dizendo que queria o tal livro que ela tinha indicado, já que estava decidindo ir beeeeem profundo em mim – e adoraria conseguir fazer isso de um jeito gostoso. Mal sabia eu tudo o que aquele livro ia me trazer… Nesse dia dividimos algumas angústias pela quarentena plus processos que estávamos vivendo, ela de lá (no momento o “lá” já era Inglaterra) e eu daqui. E a conversa se aprofundou, se aprofundou, tanto que resolvemos marcar um zoom pra tomar vinho e relaxar, deixando o papo mais… gostoso.

Dia 23 de abril

Praticamente um mês atrás, foi a data que a própria Dea uns dias antes sugeriu de fazermos o nosso boteco online. “Quinta que vem que vai estar sol”, falou, sem perceber que cairia justo no dia do aniversário do seu filho Gabriel, que havia falecido em janeiro, aos 25 anos, de forma rápida e quase sem dar tempo que ela o visse antes, já que os dois anos anteriores morou na mesma Inglaterra em que está agora. Quando chegou a quinta-feira e eu vi pelo Face que aquele, que seria o dia do nosso encontro online, era exatamente o dia do primeiro aniversário dele sem estar mais aqui, escrevi pra ela: “Oie, como você está? Queria confirmar se vai querer fazer mesmo hoje…”. E a resposta foi: “Pois é, só me dei conta hoje de que marcamos justo neste dia, mas em nenhum momento pensei em desmarcar. Coisas do Uni. Por aqui to me preparando com vinho rosé, toasts and guacamole, e você?”. Sim, esse é o tamanho do “let it go” da Dea – entendeu agora?

E já interrompe o pensamento aí se você chegou a achar “descaso” ou “forçado” ela não ter lembrado antes ou mesmo que “coitada, não estava se permitindo sofrer”. Se você conhecesse a Dea (e a boa notícia é que: conheça!) saberia que nada disso combina com ela. É o oposto, tanto se permite, e sente e não força que “deixa acontecer naturalmente”, melhor que qualquer pagodeiro poderia cantar e de uma forma que, believe me, até a Elsa repensaria se está pronta meeeesmo para “let it go” e deixar Deus, o Universo e qualquer força mais poderosa que nós, simples mortais, fazer os nossos caminhos! Mulher negra, forte, corajosa, viajante e viajada, que já passou por tanta, mas TANTA coisa que praticamente qualquer assunto que você trouxer pra mesa (ou tela) do bar ela tem uma experiência “bem loka” daquilo pra contar. Demos muita risada nesse dia, foi leve, gostoso, divertido. E mesmo eu sabendo como devia estar sendo difícil “sobreviver” aquela data, ela ainda me inspirou um monte com seus conselhos, indicações, sugestões e…

CONFISSÕES! (DE CONFINADAS)

Foi ela quem soltou esse nome maravilhoso numa das conversas que tivemos nos dias seguintes, e eu instantaneamente falei: “Amei esse nome, hein? Bora fazer algo com ele!”. Na nossa “amizade de infância” que, por mais uma brincadeira do Uni, é composta de dois anos online, no começo “se curtindo e comentando” no Insta, depois fazendo lives juntas, depois convidando para casamentos futuros (essa história é ÓTIMA, mas fica pra outro dia…), depois combinando um encontro pela Europa – que no fim acabou acontecendo no Brasil, pelo ocorrido com o Gabriel –, a gente sempre falava que “uma hora vamos fazer alguma coisa juntas”. Um SIM que damos pra possibilidades que queremos muito e que se reflete em sincronicidades quando é verdadeiro e de coração. Eu verdadeiramente queria ter a honra de fazer algo junto com esse mulherão que me inspira tanto, mas não fazia ideia do que. E nem precisava, porque Deus sabia, e deu um jeito de fazer a ideia “cair” pra mim.

Era uma segunda-feira, eu indo dormir banhada em lágrimas depois dos insights todos que o livro (aquele que ela mesma indicou) me deu sobre a minha vida, planos, sonhos, futuro, coloquei uns mantras para ouvir, buscando pegar no sono sem pensar nas questões todas. “I release control and surrender to the flow of love that will heal me” dizia um deles. E, de repente, como numa tela de Tétris (meu jogo eletrônico favorito!) em que as pecinhas vão caindo e indo para o lugar exato, o projeto simplesmente CAIU pra mim, inteirinho, em detalhes, usando o nome que ela tinha dito meio sem propósito, mas carregando um propósito perfeito para o que nós duas estávamos vivendo e sonhando naquele momento: fazer das nossas trocas, essas que têm nos ajudado a sobreviver nesse período, com desabafos, conselhos, acolhimento, empatia, algo que alcançasse TODAS as mulheres que estão se sentindo sozinhas, ainda que com a casa cheia, e surtadas, ainda que tentando manter a calma, e cansadas, ainda que ajudando no homeschooling dos filhos. E foi assim, desse casamento “dos mantras com as lágrimas” que o Confissões de Confinadas brotou em mim, acompanhado de um letreiro beeeeem grande que dizia: esse projeto é de vocês duas, que na verdade são vocês muitas!

Missão dada é missão cumprida

Acordei na manhã seguinte, depois de quase não dormir escrevendo no celular as ideias, as frases, as perguntas, a forma como tudo se desenrolaria, as mulheres que iria convidar para darem seus depoimentos e mais uma enxurrada de informações (eu disse que vieram prontas pra mim!), e corri pro banheiro mais longe para não fazer barulho e ainda assim mandar um áudio para a Dea contando tudo e mostrando o tamanho da minha empolgação. Foi tanta que devo ter deixado ela tonta de ouvir, hahaha. Mas foi de coração, e dizendo no final: “Esse projeto não é meu, amiga, é NOSSO, e sinto que ele só vai fazer sentido se você topar entrar nessa comigo”. E engana-se se você achou que essa era uma forma de persuadi-la! A Dea é lindamente “impersuadível”, palavra que não existe, mas deveria só para explicar o quanto ela realmente só faz aquilo que SENTE com o coração que é pra ela – outra inspiração. O que minhas palavras continham era apenas a empatia por saber que, no meio de seu luto (e “alguns surtos e aeroportos”, como vai entender já já), ela estava mais recolhida, querendo dividir mais consigo e menos com os outros, e dizendo que eu ia entender se ela dissesse não. Ainda assim, torci, torci MUITO pra ela topar.

Quando a resposta positiva veio em forma de áudio, um pouco assustado, mas também empolgado, saí correndo, pulei, comemorei, gritei, agradeci. Eu sabia, naquele momento eu já sabia que algo muito grandioso estava nascendo. E nascendo de parto a jato, porque, como executora que sou, já saí logo colocando em prática as ideias todas que tinham chegado prontas, dividindo com ela as tarefas, planejando os próximos dias. Ahhh, o planejamento… ele que me rondou por tantos anos, sem conseguir achar uma brecha para entrar na minha agenda de “tenho que faz… JÁ FIZ!”, foi finalmente manejado por essa mulher maravilhosa para entrar na minha vida de forma linda e com a ajuda de um elefantinho verde pelo qual estou apaixonada, chamado Evernote (não conhece? Google it!). A Dea tem todas as características de trabalho que uma parceira como eu precisava para não sair me debatendo pelo caminho e deixando tudo mais atropelado. Com ela, planejar as tarefas tem se tornado algo leve, me ensinando que é possível, SIM, fazer algo grandioso e profundo de forma realmente gostosa.

E bota grandioso nisso!

O Confissões de Confinadas, que está sendo oficialmente divulgado hoje, 25/05/20, em nossas redes, minhas e dela (pois é, até exceção no meu jejum do Insta eu fiz para contar dessa lindeza!), é um projeto que já começou incrível pelo conceito e propósito e que está dando resultados já em seus primeiros passinhos – leia-se primeiras confissões contadas e lidas. Especialmente um resultado chamado empatia, por mulheres que estão encarando essa quarentena dos mais variados jeitos, e que, ao responder uma entrevista que montamos pelo Google Forms, contam um pouco de seus medos, sentimentos, pensamentos, faltas e excessos, e fazem suas confissões. Que depois, com a mesma empatia e mais um bocado de carinho, acolhimento, não-julgamento, autenticidade, eu e a Dea (que também é uma escritora de mão cheia, contadora de histórias de forma simples e cativante) transformamos em lindos contos cheios de sensibilidade e verdade.

E o start disso tudo está em um blog que criamos para dividir essas histórias (que vão também em trechinhos menores para as páginas do Face e do Insta). Mas esse é SÓ o começo, a primeira etapa. Queremos alcançar centenas, milhares de mulheres, e dar a chance para todas elas contarem suas histórias, além de lerem umas as das outras. Então, quando isso tudo acabar, publicaremos um livro com os mais comoventes e inspiradores contos que retratam esse período tão atípico e difícil que estamos vivendo!

Gostou?

Então faça parte disso junto com a gente! Se você é mulher, não importa o que e como esteja vivendo nesta quarentena, nós queremos te ouvir! Se você é homem, convide as mulheres próximas para participarem, e, tão importante quando, LEIA os contos no blog, porque com certeza isso vai te dar mais empatia pelas guerreiras que estão à sua volta.

É isso! O Confissões de Confinadas está no ar, e eu não poderia estar mais feliz! Tenho o maior orgulho de ter sido escolhida por Deus para ser canal com esse projeto e sou extremamente grata por estar fazendo isso ao lado de uma mulher que já me ensinou tanto, e poder agora realmente chamá-la de parceira! Meu amor e dedicação está todo voltado para colocar essas histórias no mundo do jeito mais lindo que essas tantas protagonistas merecem! E vou ficar muito feliz se você, que me acompanha aqui, puder fazer parte dele também!

Ah, eu e a Dea fizemos as nossas próprias confissões também, claro. As dela têm a ver com “Surtos, um luto e aeroportos”; as minhas, com estar “Enfim, sem controle” – a ponto de inclusive ser presenteada com esse projeto! Mas sabemos que nossas histórias não são as únicas, pois não somos duas, somos MUITAS mulheres vivendo as dores e alegrias desse imprevisível #fiqueemcasa. Vem com a gente?

Aqui estão todos os links:

Blog Confissões de Confinadas (leia e se emocione!)

Missão, Visão e Valores do projeto (sinta se fala com você!)

Página do Face (curta e divulgue!)

Perfil no Insta (marque as amigas que podem participar!)

 

JuDeaEssas somos nós, no nosso primeiro abraço, de um único
encontro pessoalmente, de uma “amizade de infância” que tem
apenas dois anos, mas já gerou essa linda parceria!

Um comentário em “Fiz as minhas CONFISSÕES DE CONFINADA – e quero contar as suas!

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