Conclusão: 2018 foi o meu fim

O ano está acabando e eu me sinto acabada junto com ele. Espera, não desiste de ler, porque este não é um texto desabafo de “oh, vida, oh céus”, pelo contrário, você já vai entender… O que acontece é que “uma Julie”, das várias que sou e cada vez mais me descubro sendo, morreu em 2018. Uma morte lenta, sofrida, que na verdade ainda não foi consumada; tipo uma morte cerebral, que ainda não é definitiva – só que é. Vou explicar:

Sentimental sempre foi meu nome do meio. Qualquer acontecimento pra mim sempre exigiu um grande ritual, todo presente que me davam, do mais simples ao mais caro, sempre foi guardado na “gaveta do não vou usar mas não vou me desfazer disso nunca”. Mas neste ano muita coisa foi acontecendo na minha vida. Muitos conceitos foram mudando, muitas pessoas foram saindo e outras novas foram chegando. E com essas mudanças bateu à porta uma ideia que eu nunca, JAMAIS, em toda minha existência, imaginei que pudesse me atrair: o minimalismo. Não foi amor à primeira vista, o oposto disso! Quando a Mari falou desse conceito pela primeira vez, no começo deste ano, eu ri na cara dela e soltei um “só me faltava essa…”. Mas aí, como cuspir pra cima e me lambuzar em seguida foi um dos TOP 5 acontecimentos do meu ano… meses depois cá estou eu. Aliás, pera que já volto!

(… 24 horas depois…)

Sim, demorei mais de um dia pra voltar, mas aconteceu algo muito louco nesse tempo! Eu estava ontem toda empolgada começando a escrever aqui sobre o minimalismo quando me dei conta de que não tinha assistido ainda ao documentário “Minimalism”, que está na Netflix 😱. O mesmo documentário que no início do ano a Mari assistiu, me contou e eu ri. Pois ontem eu assisti e… UAU! Mind blowing, como a gente costuma dizer aqui em casa! Conta a história de dois caras que largaram empregos milionários pra viver uma vida com “menos coisas e mais significado”. E eu, que já estava caminhando na direção dessa filosofia, cheguei na beira do pier e mergulhei de vez. Ontem mesmo, depois de assistir, indiquei o documentário pra algumas pessoas com quem tinha conversado sobre o assunto, fiz anotações e tomei algumas decisões mais práticas pra efetivar isso no próximo ano. Mas, calma, antes preciso voltar no começo: o começo do meu fim…

“Let’s stop the madness!”

A frase foi dita no documentário, mas esteve presente no meu ano todo. “Vamos parar com a loucura” é algo que pensei muitas vezes nesse 2018, depois que me propus a olhar mais para dentro e ver o que, daquilo tudo que era minha vida, eu de fato QUERIA que fosse minha vida. Mudei crenças, hábitos, manias, mudei de cabelo (e nos próximos dias to mudando de novo!!), de comportamento, de opinião, de ideia. Olhando pra trás, aliás, quase não reconheço a Julie de dezembro de 2017 em relação à de hoje. Aquela Julie zoava a esposa por viver ouvindo podcasts e audiobooks – a de hoje até curte lavar louça pra ter tempo de ouvir; aquela lia um livro por semestre e olhe lá – a de hoje nos últimos seis meses leu um livro… por mês!; aquela era uma mentirosa quase compulsiva, aumentava E inventada, mantinha segredos e algumas vergonhas pra si – a de hoje fez um compromisso aberto com a verdade e expôs publicamente suas vergonhas; aquela era apegada e guardava qualquer coisa que ganhava, até de pessoas que nem conhecia ou não gostava – a de hoje consegue se livrar do que não lhe acrescenta nada; aquela achava desperdício doar ou mesmo vender algo em bom estado – a de hoje está feliz da vida ao se ver DESAPEGANDO RUMO AO MINIMALISMO!

A loucura com a qual parei na minha vida foi a de fazer coisas que não queria mais fazer, manter hábitos que não queria mais manter ou esconder coisas que não queria mais esconder por causa dos outros, do que iam pensar ou falar. Foi também um ano de terminar muitos relacionamentos nocivos, com pessoas de longe e de perto. A Julie “amiga de todos”, que se abre logo de cara, que aceita qualquer convite de qualquer pessoa só pra estar em festa acabou também. Assim como a Julie que achava que o mundo ia cair se ela não tomasse as rédeas de algumas situações, ou se dissesse não pra compromissos de família simplesmente por não querer, sem precisar de outro motivo. A Julie descontrolada financeiramente? Também, foi pro ralo! Ainda tenho MUITO a acertar na minha vida financeira, dívidas a pagar e gastos a cortar. Mas, graças a muito estudo (obrigada, Nath Arcuri!), gastar dinheiro numa coisa que nem queria só por estar barato, por ser conveniente ou por pressão social, never more, baby.

Morte e Vida Severina

Pois é, uma penca de Julies morreu neste 2018. Mas houve nascimentos também, que ficaram marcados. Nasceu a Julie titia, graças ao meu irmão e cunhada, que me deram uma lindeza de sobrinha; nasceu a Julie blogueira, que depois de muito argumentar com a Julie jornalista percebeu serem ambas uma só; nasceu a Julie YouTuber, ainda tímida, fazendo vídeos junto com a Mari (se não viu ainda clica já!), mas em breve com um canal todo #índigosoul!; nasceu a Julie criativa, pra usar recursos próprios, passeios gratuitos e coisas baratas na hora de presentear; nasceu a Julie que não deixa pra depois, que não espera a segunda pra começar um projeto novo ou o início do mês pra traçar e cumprir metas; nasceu a Julie vegetariana, ainda que não 100%, mas certa de que reduzir drasticamente o consumo de carne foi uma das melhores atitudes da vida; REnasceu a Julie produtora de vídeo e repórter, que acabou despertando o amor pelas câmeras que esteve por anos adormecido; também REnasceram amizades antigas, depois de um movimento em direção ao perdão, difícil, mas necessário e recompensador. Mas o que de mais marcante nasceu em mim antes mesmo deste ano acabar foi a paixão pelo simples, pelo básico, pelo essencial. E isso em todos os aspectos, mas principalmente o material. E o mais legal: eu e a Mari estamos neste movimento juntas, caminhando numa mesma direção. 👭👊🏼

E essa foi outra coisa que rolou nas últimas 24 horas, entre o começo e o fim deste texto. Eu e ela tivemos uma conversa e decidimos radicalizar no desapego dos nossos armários AGORA, ao 45 minutos do segundo tempo de 2018, pra começar 2019 de forma ainda mais leve, MINIMALISTA. Por isso, aqui fica um aviso: se você não me segue ainda no Instagram, fique de olho, porque vamos documentar todo esse processo em direção ao minimalismo que buscamos, e em breve, muito breve… (wait for it!) lançar uma grande loja de desapegos, nossos, da casa, das coisas do João. Uma das frases que mais me impactaram no documentário foi esta: “nós passamos tanto tempo na busca por TER que isso nos faz deixar de SER”. E a Julie de hoje, mais do que a de qualquer outro dezembro passado, quer apenas SER! Ser simples, ser autêntica, ser verdadeira, ser amiga, ser inspiração, ser doadora, ser controlada, SER LUZ. Façamos, então, esse movimento de troca, do ter pelo ser, porque é aí que mora a verdadeira sensação de completude e a tão sonhada felicidade.

Termino o texto (e o ano) com um conselho que o produtor e personagem principal do documentário Minimalista (PS: assista!!!!) dá até hoje no final das palestras que faz pelo mundo: AME PESSOAS E USE COISAS, PORQUE O OPOSTO NUNCA VAI FUNCIONAR.

Um feliz, leve, desapegado, autêntico e iluminado 2019 pra você! ❤

WhatsApp Image 2018-12-29 at 21.34.19Foto de ontem, às cinco da tarde, de pijama, assistindo ao documentário
Minimalismo, sonhando e planejando uma vida de TER MENOS E SER MAIS! 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: